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Depressão

20 de fevereiro de 2020

A Depressão (CID 10 – F33) é uma doença psiquiátrica recorrente e também crônica que produz alterações do humor caracterizada por enorme sentimento de desesperança e tristeza profunda associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. É muito importante identificar esses sintomas e procurar ajuda médica imediatamente.

É muito importante saber distinguir a tristeza patológica da tristeza comum provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, e que são comuns na vida de qualquer pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, problemas familiares, as dificuldades financeiras etc.

Diante todas essas adversidades, as pessoas comuns sofrem, ficam tristes, mas é normal que encontrem uma maneira de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza parece sem fim, mesmo que aparentemente não haja uma causa específica. O humor permanece deprimido por quase todo o tempo, por dias ou até semanas. O indivíduo perde o interesse pelas atividades que antes fazia satisfação e prazer e a pessoa vai perdendo a perspectiva de que algo possa ser feito para que sua situação melhore.

Como ajudar alguém com depressão?

A depressão é uma doença que hoje atinge aproximadamente 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves. Também pode atingir crianças. e adolescentes.

CAUSAS DA DEPRESSÃO

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: anfetaminas).

Mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional);
Distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias);
Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias);
Fadiga ou perda de energia constante;
Culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade);
Dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se);
Ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte);
Baixa autoestima,
Alteração da libido.
Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.

DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO

O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas supracitados.

RECOMENDAÇÕES PARA QUEM TEM DEPRESSÃO E PARA FAMILIARES

Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça e nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;
Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;
A família dos portadores de depressão precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos. É importante que ela ofereça um ponto de referência para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, trancafiar-se num quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém, está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva.

PERGUNTAS FREQUENTES

Há cura para depressão?

Atualmente fala-se em remissão completa dos sintomas, mas mesmo nesses casos não significa que a doença foi curada. Em geral, é necessário permanecer com manutenção do tratamento em longo prazo.

Quais os principais efeitos colaterais dos antidepressivos?

Ganho de peso e diminuição da libido.

Quanto tempo dura um tratamento contra a doença?

Geralmente, quando se trata de um primeiro episódio depressivo, entre um e dois anos de tratamento, mas pode ser necessário reiniciar em caso de recaída. Também existem pessoas que necessitam de tratamento por toda a vida, o que não é sinal de fraqueza: a depressão deve ser tratada como qualquer outra doença.

 

Sociedade Brasileira de Psicologia

ABRATA – Associação Brasileira de familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos

REFERÊNCIAS

Dr. Drauzio Varella

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Psiquiatra Diego Freitas Tavares (CRM: 145258) , pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP)