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Conheça a verdadeira história do jovem tatuado na testa ‘sou ladrão e vacilão’

21 de fevereiro de 2018

Juan, conhecido como o rapaz da tatuagem, que completou 18 anos de idade há poucos dias, concedeu uma entrevista a equipe do Domingo Espetacular no local onde está passando por um tratamento contra a dependência química. Embora o adolescente na época do episódio tenha ficado conhecido nacionalmente, ninguém até hoje tinha visto o seu rosto, mas somente a testa em destaque com “eu sou ladrão e vacilão”.

A frase foi tatuada contra a sua vontade por dois homens, quando ele morava na cidade de São Bernardo dos Campos, na Grande São Paulo. Isso foi motivado porque o rapaz foi pego de surpresa durante uma tentativa de furtar uma bicicleta.

Na ocasião, toda a ação foi registrada em um vídeo pelos próprios acusados, que, posteriormente, foi publicado nas redes sociais. Imediatamente, as imagens mostrando as cenas do castigo de Juan se espalharam pela web através de milhões de compartilhamento.

Com o grande poder das redes sociais, em curto período de tempo a história do garoto que foi tatuado na testa viralizou e se tornou manchete em vários jornais e sites brasileiros. Na sequência, foi destaque em alguns dos veículos de comunicação mais conhecido mundialmente.

Polícia agiu rapidamente e conseguiu prender os dois acusados que marcaram a testa do adolescente.

Durante a entrevista, Juan contou que, na hora que os homens tatuavam a sua testa, acreditava que ele ficaria marcado com aquilo pelo resto da vida.

No entanto, grande parte das pessoas que tomaram conhecimento do caso talvez acreditasse que era o fim da história do menino tatuado, se enganou. Na verdade, isso era apenas o início de um novo capítulo da nova vida de Juan.

Ele falou que teve uma infância pobre, que era filho abandonado. O jovem relatou que aos 13 anos de idade ficou viciado em drogas e passou a ser usuário de maconha, cocaína, crack e álcool.

O rapaz contou que hoje está internado para tratamento em uma clínica de recuperação localizada na cidade de Mairiporã (SP). Segundo Juan, após o acontecimento, ele ficou perambulando pelas ruas, mas foi encontrado pelos seus amigos e familiares, que o levaram para a clínica de reabilitação.

O jovem disse que inicialmente, quando chegou ao local, teve muita dificuldade para se adaptar, pois não tinha o costume de organizar suas coisas.

Informou que na clínica ele realiza diversas atividades ao longo do dia, como, por exemplo, aulas de música e de pintura. Desde a sua chegada, aprendeu novos conhecimentos, adquirindo novos costumes.

Ele lembrou que foi no momento que passou a usar o crack que se descontrolou, pois, disse que ficava eufórico e alegre quando estava com a droga nas mãos. Porém, assim que acabava o efeito, vinha a depressão e era necessário praticar furtos para sustentar o vício.

Juan disse que hoje se arrepende de todos seus erros que cometeu devido o uso das drogas. Ele falou do constrangimento que passou quando ficou indefeso nas mãos dos agressores e não tinha nenhuma reação de escapar.

Juan relatou que chegou a implorar para os homens quebrarem os seus braços ao invés de o tatuarem, mas eles não quiseram e logo começaram a fazer a tatuagem. Ainda o obrigaram a mostrar a tatuagem na câmera e repetir os dizeres. O jovem lembrou que na hora não sentiu dor, pois estava alcoolizado e drogado, mas que mais tarde ela veio.

O rapaz falou também do trauma e que ficou um mês sem se olhar no espelho, pois se sentia acabado fisicamente e espiritualmente devido à testa tatuada. Além disso, se escondia das agressões e dos ataques recebidos pelos internautas que assistiram ao vídeo e comentavam que ele deveria morrer.

Juan falou da ajuda que recebeu de um homem que decidiu apoiar a sua família e remover a tatuagem. O rapaz é marcado pela vida, com traumas muitos difíceis de ser retirados como uma tatuagem.

A historia de Juan começou no lixão em Embu das Artes (SP), onde sua família teve dificuldades financeiras. A avó do jovem contou que foi catadora do lixão e foi de lá que tirou o sustento para criar sua família. De igual modo, a mãe do rapaz disse que era menor de idade e trabalhava lá quando estava grávida esperando Juan.

A mãe lamentou por deixar Juan ser criado pela avó, para não perder o menino para o Conselho Tutelar. Ainda ressaltou que não tem notícias do paradeiro do pai do menino há mais de 18 anos.

O rapaz afirmou que a vontade de conhecer o pai não é um sentimento que vai dar grande euforia. Já sua mãe disse que não se culpa, mas acredita que a vida de seu filho poderia ter sido diferente.

Após nove meses de internação no centro de reabilitação, Juan já tem planos para o futuro. Ele almeja se tornar um terapeuta. A dupla que marcou Juan foi condenada por lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Maycon Reis pegou 3 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto. Já Ronildo Moreira de Araújo ficará 4 anos e 1 mês regime fechado.

Quando questionado sobre o que sentia pela dupla de agressores que fizeram aquilo com ele, Juan declarou que no início sentia vontade de vingança, mas hoje não tem sentimento algum a respeito dos tatuadores. Ele declarou que o capítulo da tatuagem na sua vida resultou em um sentimento de gratidão, pois, segundo sua mãe, na vida vem coisas para o mal, mas que trazem o bem, de modo que, para ele, a tatuagem serviu para despertar para a vida.

Fonte: Blastingnews

Publicado em Curiosidades, Geral, Notícias, Videos por Rafael Santos

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